Atualidades e psicologia

Estou muito cansada o que pode ser?

Estou muito cansada o que pode ser?

Você já se sentiu travado, cansado, sem forças para começar o que precisava fazer? 

Olhou uma pia cheia de louça e pensou que não conseguia? Abriu e fechou o computador várias vezes sem conseguir começar o que tinha que fazer? Deixou mensagens sem resposta por dias, não por descaso, mas porque simplesmente não tinha energia para isso?

Se você se identificou com alguma dessas situações, provavelmente já ouviu,  ou pensou que era preguiça, desleixo, falta de foco. E, de certa forma, começou a acreditar nisso. A se culpar, a se comparar, a se perguntar o que há de errado com você.

Mas e se não for preguiça?

Quando o corpo está presente, mas a mente está longe

Esse cansaço constante, a irritação com barulhos e luzes, a dificuldade de iniciar tarefas simples, a dificuldade de manter relações interpessoais, o corpo presente mas a mente sempre longe,  tudo isso pode indicar muito mais do que falta de disciplina.

Pode ser que a sua rotina exija muito mais do que você consegue dar. Que haja um acúmulo silencioso de funções, expectativas e cobranças que foi se construindo ao longo do tempo, gerando um esgotamento emocional que ninguém vê,  nem você mesmo.

Pode ser também uma ausência de sentido, uma falta de direção, uma rotina que não está condizente com aquilo que você realmente pode dar.

Quando o diagnóstico chega, tudo começa a fazer sentido

Pode ser também um diagnóstico que nunca veio, mas que talvez explicasse muita coisa. Porque quando você acredita que é preguiça, começa a se tratar como se fosse. E aí o ciclo de culpa e esgotamento só se aprofunda.

Quando o nome chega, muita coisa começa a se encaixar. Você começa a entender o seu próprio ritmo. Começa a olhar para si mesmo com mais gentileza e com menos culpa. E percebe que o que sentia não era fraqueza,  era um sinal que precisava ser ouvido.

Como a psicoterapia pode ajudar

A psicoterapia pode te ajudar muito nesse processo, porque ela te ajuda a nomear o que você sente, a entender de onde vem esse peso e a separar o que é seu daquilo que colocaram em você ao longo da vida.

Com apoio profissional, você começa a entender a diferença entre o real e o ideal, o que está ao seu alcance diante da sua própria vida, como o seu cérebro processa e entende as coisas, quais são os seus sinais e sintomas e como construir uma rotina mais leve e com mais sentido.

Identificar é sempre o primeiro passo. Se cuidar é o caminho. E procurar ajuda pode mudar tudo.

Você não está com preguiça. Você está precisando de cuidado.

Se você chegou até aqui e se reconheceu em alguma parte deste texto, saiba que isso não é fraqueza, é autoconhecimento. E esse é exatamente o primeiro passo para uma vida com menos cobrança, mais leveza e mais sentido.

Procurar ajuda profissional é um ato de coragem. E você merece se entender melhor.

Psicóloga:  Fernanda Carvalho

CRP 09/21080

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